Confesso que nada me deixa mais triste do que esta ausência injustificada dos meus companheiros de blog benfiquistas. Por muito que me custe, este espaço transformou-se numa guerra Sporting/Porto, com total ausência da visão deturpada e cega de um benfiquista. Na altura da constituição do Bola, procurámos construir um blog que fosse o espelho dos três grandes do futebol português. E o Benfica até é o clube com mais representantes (Pimentinha, Vasco e BubaCar). Mas como nada sabemos deles, acho que chegou a altura de tomar medidas mais drásticas (até porque já estou sem argumentos para as eternas idiotices do Subutteo). Chegámos a abrir o espaço a um pasteleiro de Belém, que raramente nos visita, mas que não deixa de dar o seu contributo.
Pelo que, acho que chegou a altura de abrir o Bola a novos contribuidores lampiões. Esta pode ser a tua oportunidade de ouro. Se és perfeitamente anormal ao ponto de teres adquirido um Kit de Sócio do Benfica nas bombas da Repsol, se o teu ideal de vida é ficar de boca aberta a olhar para o vôo bizarro de uma ave de rapina antes do inicio de cada jogo, se a Operação Coração marcou a tua adolescência, se vais à Costa da Caparica confraternizar com o Barbas, se sabes de cor quantos jogadores internacionais e de quantas nacionalidades passaram pelo Benfica nos últimos 10 anos, se ainda acreditas que o Mantorras vale 18 milhões, então podes ser o comentador que precisamos para este espaço. Envia o teu CV para bolanamesa@hotmail.com
Prometemos analisar todas as candidaturas e anunciar o vencedor durante o mês de Dezembro. Não percas esta oportunidade.
Nota: Não aceitamos candidaturas de sócios do Benfica com as quotas em dia (sabemos que são poucos, mas revelam índices de bestialidade acima da média).
Wednesday, December 3, 2008
Tuesday, December 2, 2008
O Natal está à porta...
Benefício da Dúvida

No benefício da dúvida, Izmailov não sofreu falta dentro da área no primeiro minuto de jogo contra o Guimarães, nem a bol entrou na baliza a remate de Postiga. No benefício da dúvida, Duarte Gomes validou o golo de Ronny com a mão que deu um título ao Porto há dois anos. No benefício da dúvida, Benfica e Porto são muito mais beneficiados, e por muito que refilem, os seus adeptos nunca se viram obrigados a decretar luto nacional pela arbitragem, nem tiveram penaltys assinalados fora da área, nem árbitros a decarar que estavam com azia a seguir a um célebre jogo em Chaves, nem perderam campeonatos com golos com a mão. Por muito que tentem atirar areia para os olhos com supostos benefícios ao Sporting, o que é um facto é que, no benefício da dúvida, é inegável que poucas duvidas os árbitros têm em prejudicar o Sporting.
Por isso mesmo, não tenho dúvidas em apoiar Paulo Bento nesta cruzada contra este sistema que teima em prejudicar sistematicamente o Sporting. Estou na disposição de criar um fundo virtual online para cobrir as multas da associação de arbitragem da Liga para que Paulo Bento não se cale, nem se deixe intimidar por esta intragável campanha. Duarte Gomes, Pedro Proença, Artur Soares Dias e Bruno Paixão já provaram, e só nesta época, o que os move.
Monday, December 1, 2008
Pasquins lisboetas...

Depois de na edição de ontem vir escarrapachado "levanta-te e ganha" ligado à imagem de Liedson num claro despudor pseudojornalístico, o jornal rascord de hoje volta à carga com a notícia de que o Real Madrid está no encalce do jovem prodígio argentino Di Maria.
Ora quer-me parecer que, de facto, já não existe a mínima das vergonhas na comunicação social lisboeta. Chamar prodígio a Di Maria, que nem titular do "glorioso que leva aos cinco" é, parece-me, no mínimo, um pouco exagerado.
Enfim, nada que me surpreenda. Eu já me habituei, há anos, a não levar a sério a corja jornalística lisboeta. São uns rascas sem vergonha...
Friday, November 28, 2008
Somos todos Aliens!

Um Alien que aterra agora neste país não consegue compreender esta alucinação mediática em volta do clube das águias. Se jé é dificil para um miúdo de 18 anos compreender tanta euforia em volta de um clube que ganha tão pouco, o que diria um marciano que aterasse agora perante a exibição lampiã em terras gregas? Levar 5 do Olympiakos é demasiao deprimente. Falamos da Taça UEFA que, como sabemos, congrega os clubes com maior destaque das várias ligas europeias e numa altura da prova em que ainda não foram lá parar os terceiros classificados da Liga dos Campeões, habituais candidatos à vitória na prova. Ou seja, os que estão lá, são mesmo os medíocres europeus.
Por muito grande que seja o chapéu benfiquista, o Eusébio já é dono de uma senhora idade e já deveríamos todos ter compreendido isso. O Pantera Negra, mestre na arte do futebol eu m dos melhores jogadores de todos os tempos, já arrumou as chuteiras há algum tempo. Já chega de imprensa e dirigentes do Benfica a incendiar-nos constantemente com a chama benfiquista, com inclusões no livro do Guiness e palhaçadas afins. Eu próprio, que até gosto destas coisas do futebol, já decidi não discutir mais futebol com os meus amigos benfiquistas, porque lá vêem sempre com as eternas resenhas históricas dos anos 60 e dos títulos conquistados em barda há 30 ou 40 anos. Confesso que já não tenho paciência.
A equipa maravilha deste ano, que juntou Suazo, Reyes e Aimar (um trio impossível para a realidade portuguesa) e um treinador ímpar (Quique Flores), voltaram a catapultar as ambições benfiquistas para níveis estratosféricos. Até a águia Vitória ficou assustada com tanta qualidade e fugiu para parte incerta. Do que vi até agora, posso concluir que o Benfica está a fazer, a par do Leixões, uma época surpeendente, sendo o grande destaque da prova. Quem irá claudicar primeiro será uma surpresa talvez reservada para Janeiro. Mas acredito que o Leixões vá dar luta às águias no acesso à Intertoto.
Dois títulos nos últimos 18 anos, 3 Taças de Portugal, 4 Supertaças parece-me demasiado pouco para tanta suposta dimensão galáctica. Ontem, com o Olympiakos, o Benfica voltou a mostar o quão frágil é e quão enganados continuam os meios de comunicação social que continuam a insistir neste gigantismo anão. Desçam à Terra e assumam o vosso estatuto de pequena equipa que em tempos passados, em que a TV era preto e branco, tiveram glória. Mas nessa altura também não se distinguiam bem as camisolas...
Chapa 5
Thursday, November 27, 2008
Comédia...

Mais uma vez o público idiota de Alvalade (ontem, pelos vistos, com um "não pagante" de peso) demonstrou toda a sua deturpada visão sobre o futebol. Para além de prostestarem todos os fora-de-jogo que iam sendo assinalados a Liedson (todos eles bem assinalados) e quase todas as faltas assinaladas contra o clube dos calimeros (quase sempre sem razão), os adeptos choramingas levaram toda esta demência a um outro nível nunca antes visto. Estou-me a referir aos olés que os adeptos lagartóides dispensaram, já com o resultado em 2-5) aos jogadores do FC Barcelona quando os jogadores do Sporting conseguiam andar mais de 10 segundos a trocar a bola entre si. Posso dizer que foi a atitude mais patética que jamais vi num campo de futebol por parte dos adeptos. Por esta atitude mas também pelo comportamento dos leõezinhos em campo, ontem tive, de facto, vários motivos para rir até às lágrimas.
P.S. A culpa deve ter sido da arbitragem "corporativista" da UEFA...
Grande Sporting!!
Fantástica resposta da equipa leonina frente ao Barcelona em Alvalade. Levar 5 em casa é brutal. Os jogadores leoninos, com tanta ânsia de ganhar, marcaram dois golos na própria, dois golos na baliza do Barça, ofereceram um penalty e ainda deixaram o Messi pensar que estavam todos a dormir no lance do terceiro golo do Barça. Tudo estudado ao pormenor. Com excepção do golo do Henry, o único de jeito e primeiro do Barça, todos os outros levaram o selo lagarto, pelo que Paulo Bento tem razoes para festejar com tanta eficácia de avançados, médios e defesas. Todos marcaram e não houve sectores da equipa secos em celebrações. Será que tanto aprumo foi porque perceberam que este foi o primeiro jogo que assisti em Alvalade este ano? Claro que a convite, nunca com bilhete comprado, que este ano de mim não levam nada. Só espero que nos oitavos de final estejam mais calmos...
Wednesday, November 26, 2008
Grande FC Porto !

Mais uma exibição de gala. O FC Porto ontem na Turquia, no ambiente infernal de Istambul, demonstrou porque continua a ser dos melhores da Europa. É nas condições mais adversas que os dragões continuam a vencer e a impôr a sua força. Obrigado a vencer os dois últimos jogos realizados, em Kiev e em Istambul, poucos acreditariam que o FC Porto, até porque a nível doméstico não se encontra no seu melhor, o conseguiria.
A vitória do FC Porto foi tão categórica que conseguiu vulgarizar uma equipa poderosa e que conta nas suas fileiras com jogadores como Emre, Boral, Guiza, Alex, Kazim Kazim e Roberto Carlos. Esta equipa do Fenerbachce havia humilhado o "poderoso" Galatasaray o fim-de-semana passado com uns expressivos 4-1. Claro que a imprensa lisboeta tratou de "enfraquecer" esta equipa e a vitória do FC Porto. É a costumeira badalhoquice. Para informação dos mais "intoxicados", só 4 equipas conseguiram ganhar. até à data, no reduto do Fenerbache. FC Porto, AC Milan, Arsenal e Lyon...
Monday, November 24, 2008
O Sistema...
Thursday, November 20, 2008
Alguém me pode dizer o que é que este jogador tem de especial para ser sempre titular indiscutível na selecção nacional.
Wednesday, November 19, 2008
Porque é que
Porque é que os clubes de futebol em Portugal em vez de terem claques não têm antes musas como acontece no Brasil?
http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/musa-do-brasileirao/
http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/musa-do-brasileirao/
Tuesday, November 18, 2008
Público estúpido??

Subuuteo, és mesmo um perfeito anormal. Adeptos estúpidos, nós??!! Somos do mais civilizado que existe e, provavelmente, o único público em Portugal que verdadeiramente apoia e sente o seu clube, independentemente das desgraças. Vocês são o público mais igrato que pode haver. Um clube que tem vencido o que tem vencido nos últimos anos e que, ao mínimo deslize, é completamente enxovalhado em casa, com assobios a cada passe mal medido, não mrece os adeptos que tem.
O Sporting pedeu com o Leixões em casa, tal como outros candidatos ao título, pelo que não vejo grandes motivos para festejares. Mas alarve como sempre, lá lanças as tuas graçolas. Se não leste o que escrevi, volto a dizer-te. Estou descansadao com o futebol que a minha equipa está a praticar e estou seguro que os resultados vão aparecer.
Quanto a ti, já podes fazer descansar o teu carro e poupares o dinheiro das portagens de andares sempre a caminho do Santuário de Fatima para acenderes velinhas pelo Porto. Já chega de ajuda divina...Não há vela que resista!!
Sunday, November 16, 2008
Afinal, Deus existe...

Então !?!? Esta derrota não foi culpa do árbitro !? Porra, estes sportinguistas são mesmo estranhos...
Depois de passarem quase todo o jogo a atirarem-se para o chão e a reclamar faltas e penaltis (contei, no mínimo 4 grandes penalidades pedidas pelos farsantes verde e brancos) eis que o Zbording volta a tombar perante o seu demente e estúpido público...
Parabéns ao José Mota e ao Leixões por esta saborosa vitória. É por cenas destas que às vezes penso para mim próprio se não tenho, de facto, um pouco de fé divina. É que depois do jogo de ontem só pensava que Deus é grande e não dorme...
Ou, porventura, Deus é o sistema...
Depois de passarem quase todo o jogo a atirarem-se para o chão e a reclamar faltas e penaltis (contei, no mínimo 4 grandes penalidades pedidas pelos farsantes verde e brancos) eis que o Zbording volta a tombar perante o seu demente e estúpido público...
Parabéns ao José Mota e ao Leixões por esta saborosa vitória. É por cenas destas que às vezes penso para mim próprio se não tenho, de facto, um pouco de fé divina. É que depois do jogo de ontem só pensava que Deus é grande e não dorme...
Ou, porventura, Deus é o sistema...
Duvidas de um Sportinguista
Depois da vitória em Braga, à segunda jornada, em que jogámos uma bela porcaria e ganhámos 1-0, Paulo Bento veio dizer que, se o Sporting queria ser campeão, teria que ganhar alguns jogos assim. Na altura, disse que, se assim fosse, preferia não ver os jogos e ligar a televisão no fim só para ver o resultado e fazer a festa. Agora que o Sporting está a jogar bem, a dominar os adversários, a fazer boas exibições, a ser a melhor equipa em campo, mas a perder os jogos, fico na dúvida sobre o que prefiro.
O modelo do FC Porto, de jogar uma merda e ser campeão, não me agradava. Mas confesso que, se calhar, é o mais adequado para o campeonato português. Costuma-me admitir isso. Já o Benfica de Trapattoni era miserável e lá foi campeão. Como é que muitos benfiquistas aguentavam as exibições, vá-se lá saber.
Dúvidas à parte, se calhar prefiro o modelo actual, de jogarmos bem e perdermos, porque não acredito que tanta falta de sorte e azelhice dos nossos avançados possa perdurar sempre. Não deixo é de ficar com azia por ver mais um golo sofrido onde o miúdo Patrício me parece mal batido, e a falta de Vuckevic começa a ser gritante.
Já agora, houve um atraso de um jogador do Sporting para o Patrício, idêntico a outro que, noutras circunstâncias, deu origem a um livre indirecto dentro da área do Sporting. O árbitro era o mesmo. Será que já admitiu o erro do primeiro lance que validou e que deu uma vitória ao Porto? Crescemos e aprendemos, não é Sr. Proença. Bem me pareia que dessa vez te tinhas equivocado...
O modelo do FC Porto, de jogar uma merda e ser campeão, não me agradava. Mas confesso que, se calhar, é o mais adequado para o campeonato português. Costuma-me admitir isso. Já o Benfica de Trapattoni era miserável e lá foi campeão. Como é que muitos benfiquistas aguentavam as exibições, vá-se lá saber.
Dúvidas à parte, se calhar prefiro o modelo actual, de jogarmos bem e perdermos, porque não acredito que tanta falta de sorte e azelhice dos nossos avançados possa perdurar sempre. Não deixo é de ficar com azia por ver mais um golo sofrido onde o miúdo Patrício me parece mal batido, e a falta de Vuckevic começa a ser gritante.
Já agora, houve um atraso de um jogador do Sporting para o Patrício, idêntico a outro que, noutras circunstâncias, deu origem a um livre indirecto dentro da área do Sporting. O árbitro era o mesmo. Será que já admitiu o erro do primeiro lance que validou e que deu uma vitória ao Porto? Crescemos e aprendemos, não é Sr. Proença. Bem me pareia que dessa vez te tinhas equivocado...
Friday, November 14, 2008
Fico sem perceber

Porque é que teimam em colocar textos do MST aqui no Bola? Se concordam com a análise facciosa do homem, guardem-na para vocês e escrevam os vossos próprios textos. Acho que não precisam de entupir o Bola com textos de autores que para aqui não são chamados, pelo elevado índice de estupidez, arrogância, pretensiosismo, desfaçatez, ignorância, cegueira, anormalidade e utopia.
De tudo o que tive de ler, a única coisa que retenho é a análise que faz do lance do golo do Sporting, como que uma foice em seara alheia para justificar tudo o resto. Vi, seguramente, um jogo diferente do MST. Mas volto a dizer que, no essencial, se os adeptos do Porto acham que o clube fez um bom jogo e que justifcou plenamente a vitória, então é porque gostaram do futebol que o clube praticou. Isso deixa-me descansado.
Se tiveram oportunidade de ler o Bola, sabem o quão critico o Sporting e as opções absurdas do Paulo Bento, a incapacidade de lidar com jogadores de topo, o afastamento de craques da equipa principal, a insasatez das convocatórias mas, neste caso concreto, não posso criticar o treinador do Sporting, não pelas opções que tomou, mas pela forma como a equipa jogou. Foi caso único? Talvez sim. Amanhã com o Leixões se calhar voltamos a jogar uma merda, como tem sido hábito, e o Pereirinha vai voltar a ser primeira opção caso as coisas comecem a correr mal. Mas cá estarei para criticar ou aplaudir.
Voltando à análise do MST, não estou aqui para o criticar nem comentar. Ele tem o seu próprio espaço de comentário e não creio que os seus textos devam estar aqui transcritos. Tenho o maior prazer em criticar as tuas postas, Subutteo, como autor deste blog. Se te acabaram os argumentos e tiveste de recorrer a outrem, esse é um problema teu que não me surpreende, pelo que concluo o seguinte:
- Enlouqueceste de vez, foste internado e só consegues esbracejar num colete de forças para defender o teu clube.
- Andas de babete e já desbotaste três camisas com a raiva
- Já estragaste três leitores de VHS a ver as repetições do jogo à procura de favorecimentos do Paixão ao Sporting
- Andas perdido no Olival à procura dos dentes do Fucile como prova da agressão do Liedson
- Já vieste a Setúbal três vezes procurar o Paixão para lhe dar umas regueifas e uns enchidos do Norte, para que ele não se sinta sozinho neste momento dificil e sinta o carinho dos que sempre estiveram com ele
Por último, se te encontrares com o MST, dá-lhe o endereço do Bola para que ele comente esta posta. Então aí sim, temos diálogo com o homem. Até lá, poupa-me os seus textos. Até porque o último que li deixou-me o cú todo sujo. Nem para isso serve...
130 minutos de intensa paixão...por MST
MINUTO ZERO: Sporting e FC Porto vinham ambos moralizados da jornada europeia para enfrentar este jogo da Taça. O Sporting, porque pela primeira vez atingira os oitavos-de-final da Champions, garantindo tal a dois jogos do fim da poule, não desperdiçando a oportunidade de tirar partido de um grupo anormalmente acessível. O FC Porto, porque arrancara a ferros e com muito brio a vitória necessária em Kiev (perdoem-me a imodéstia: como eu aqui antecipei) — com isso reentrando na disputa por um lugar nos oitavos da Champions.Mas, à partida, as vantagens para este jogo estavam todas do lado do Sporting. Primeiro, porque jogava em casa, com o apoio largamente maioritário do público; depois, porque o seu jogo europeu a meio da semana, com o 8.º classificado do campeonato da Ucrânia e em casa, fora bem mais fácil que o jogo do FC Porto, fora, com o líder do mesmo campeonato; em terceiro lugar, porque, tendo jogado em casa, poupara-se, ao contrário do seu adversário, a uma viagem desgastante aos confins da Europa; e, finalmente, porque gozara de um dia de descanso a mais que os portistas.Como se isto não fosse suficiente, nomearam para este jogo um dos dois árbitros que historicamente mais embirra com o FC Porto. Como não podia ser o Lucílio Baptista (que já fora o escolhido para o Sporting-FC Porto do campeonato), avançou então Bruno Paixão — que, como seria de esperar (já lá vamos), tudo fez para que o FC Porto não saísse vencedor de Alvalade.
MINUTO 1 — Mais uma vez, Jesualdo Ferreira mudou a equipa e mais uma vez houve castigados: depois de Benítez, Lino, Stepanov, Guarín, Fernando, Pelé, Pedro Emanuel, Mariano, Hulk, Farías, Helton, Nuno, Tarik e Tomás Costa, tocou a sorte agora a Sapunaru e Cristián Rodríguez. Não que não tenha tido sempre ou quase sempre razão para os castigos, mas o que isso mostra é que Jesualdo já não sabe o que há-de tentar com um plantel onde são raros os que dão garantias para todos os jogos. Enfim, pela primeira vez, Hulk teve o privilégio de jogar o jogo todo — e viria a ser um dos melhores, se não o melhor do FC Porto. E lá voltou o Mariano — que, como sempre, infalivelmente, se encarregou de mostrar que a indulgência de que goza junto do treinador já ultrapassou a fase do mistério, para se transformar numa obsessão masoquista. Durante 45 minutos, Jesualdo optou por fazer o FC Porto jogar com 10, e depois veio queixar-se da primeira parte falhada pela equipa...
MINUTO 7 — Está em curso uma impudica campanha da imprensa e adeptos rivais contra Bruno Alves, acusado de só jogar com os cotovelos. É uma acusação rotineira, que todos os anos toma como alvo um jogador do FC Porto: Deco foi a vítima durante dois anos, depois seguiu-se Ricardo Quaresma e agora é a vez de Bruno Alves. Não por acaso, os alvos escolhidos são sempre grandes jogadores e determinantes no FC Porto. Todavia, ao minuto 7 foi Liedson quem enfiou uma cotovelada descarada na cara de Fucile: Bruno Paixão viu, tanto que assinalou a falta, mas cartão nem vê-lo.
MINUTO 27 — Com um pontapé para trás, Fernando isola Liedson. E, claro, o melhor avançado do campeonato bate tranquilamente e com classe Pedro Emanuel e Helton.
MINUTO 30 — Bruno Alves segura a gola da camisola de Liedson e o levezinho rebola-se de dores, gritando agarrado à cara. Amarelo para Bruno Alves, delírio em Alvalade.
MINUTO 43 — Azar de Fucile: desta vez é Postiga (incansável à procura de sarilhos desde o início) quem lhe prega outra valente cotovelada. Bruno Paixão, a dois passos, voltou a ver e a marcar a falta— e mais nada.
MINUTO 46 — Rochemback comete falta a meio-campo sobre Lucho e desaba no relvado, quase ferido de morte: cartão amarelo a Lucho. Nesta altura, a contabilidade da TVI assinalava: seis faltas cometidas pelo FC Porto e três amarelos; 16 faltas cometidas pelo Sporting e zero amarelos. A partir daí, e julgando os jogadores do Sporting que tudo lhes seria consentido, o árbitro foi forçado a tornar-se quase equitativo no dilúvio de amarelos que iria distribuir até final.
MINUTO 52 — Contrariando as doutas opiniões do relator/comentador da TVI, o Hulk, que ele insistia em que Jesualdo fizesse sair, pegou na bola à saída da sua área e foi por ali fora até fuzilar Rui Patrício: 1-1.
MINUTO 61 — Hulk arranca outra vez, deixando Polga em pânico; na hora do remate fatal, dentro da área, cai, embrulhado com Polga, e pede penalty. As opiniões dividem-se; a minha, mesmo após as repetições, é que tanto pode ter sido como não.
MINUTO 66 — Agora, sim, não fiquei com dúvidas: Hulk persegue uma bola longa, dentro da área do Sporting, juntamente com Caneira; Rui Patrício sai da baliza e enfia um descarado empurrão nas costas a Hulk, derrubando-o e impedindo-o de disputar a jogada: é penalty, em qualquer lado do mundo, mas não em Alvalade. Na sequência, Caneira cai sobre Hulk, levanta-se e encosta-lhe a testa, ficando ambos a fazer votos de eterna amizade. Bruno Paixão vê aí uma excelente oportunidade para mostrar um amarelo a Hulk, que estava a ser o perigo em campo, disfarçando com uma decisão salomónica. Mas esqueceu-se que Caneira já tinha um amarelo e caiu das nuvens quando o auxiliar o avisou que era o segundo. Durante alguns minutos viveu-se um fenómeno extraordinário nos Sporting-FC Porto: o Sporting jogou em inferioridade numérica, por razões disciplinares. Até final, porém, Paixão iria encarregar-se de corrigir a anomalia e repor a normalidade da superioridade numérica do Sporting.
MINUTO 82 — Jesualdo Ferreira comete um erro crasso. Era fácil de prever que, na primeira oportunidade, Bruno Paixão expulsaria alguém do FC Porto e Pedro Emanuel — que, como sempre, já tinha um amarelo — era o candidato óbvio. Deixando-o em campo, Jesualdo expôs-se a isto: Pedro Emanuel não se conteve numa entrada perigosa sobre Moutinho, embora, de facto, não o tenha atingido, mas tenha permitido a simulação da falta ao 10 do Sporting. Seguiram-se breves e dramáticos momentos de superior representação teatral de Moutinho, até confirmar, pelo canto do olho e enquanto se contorcia no chão em gritos lancinantes, que, sim, Pedro Emanuel ia para a rua.
MINUTO 87 — Rui Patrício sobre Hulk mostra como se faz: o incrível levantou do chão como se tivesse sido arrancado por uma ceifeira debulhadora.
MINUTO 88 — Izmailov cruza rente ao chão e Rolando, que tinha escorregado e estava deitado, nem sequer vê a bola que lhe acerta no braço caído, sem fazer qualquer gesto para tal nem o podendo fazer desaparecer. Penalty!, grita Alvalade e a TVI («Matreiramente, ficou lá o bracinho», explicou o dito relator/comentador, e eu recebo a terceira chamada de amigos portistas, revoltados com os seus comentários).
MINUTO 105 — Choque entre Bruno Alves e Abel dentro da área do FC Porto ou, na versão sportinguista, obstrução de Bruno Alves. Penalty!, voltam a gritar. Mas, ainda que fosse obstrução, seria só livre indirecto e penalty é livre directo. Pormenor.
MINUTO 110 — Canto contra o Sporting, bola no ar e Rochemback a afastar com o braço Rolando no momento do salto, de forma ostensiva e nas barbas do árbitro. Falta contra o FC Porto, decide Bruno Paixão. Sábia decisão. E aí vão pelo menos dois penalties a favor do FC Porto que não ocorreram a Bruno Paixão.
MINUTO 111 — Hulk, outra vez, entra na área em velocidade, adianta a Rui Patrício e atira-se para o chão. Segundo amarelo e este, sim, justo. Reposta a normalidade numérica a favor do Sporting e Rui Patrício cheio de sorte.
MINUTO 121 — Na hora de se avançar para o desempate por penalties, o speaker de Alvalade não se cansa de incentivar os leões e grita «Sporting!, Sporting!». E pode, num campo oficialmente neutro? Infelizmente, daí a pouco chegaria a vez de a claque do FC Porto borrar também a pintura, insultando João Moutinho, vá-se lá saber porquê.
MINUTO 130 — Finalmente, o FC Porto ficou a dever em parte uma vitória a Helton. Três grandes defesas durante os 120 minutos e dois penalties defendidos. Neste caso, o castigo foi verdadeiramente redentor, funcionando como um utilíssimo banho de humildade. Parabéns a Helton — até porque, dos seis penalties cobrados pelos portistas, só dois foram bem marcados.E foi assim que um portista viu o jogo. Com revoltada Paixão. Mas, mesmo assim, espera-se um comunicado da direcção do Sporting a queixar-se de pouca Paixão
MINUTO 1 — Mais uma vez, Jesualdo Ferreira mudou a equipa e mais uma vez houve castigados: depois de Benítez, Lino, Stepanov, Guarín, Fernando, Pelé, Pedro Emanuel, Mariano, Hulk, Farías, Helton, Nuno, Tarik e Tomás Costa, tocou a sorte agora a Sapunaru e Cristián Rodríguez. Não que não tenha tido sempre ou quase sempre razão para os castigos, mas o que isso mostra é que Jesualdo já não sabe o que há-de tentar com um plantel onde são raros os que dão garantias para todos os jogos. Enfim, pela primeira vez, Hulk teve o privilégio de jogar o jogo todo — e viria a ser um dos melhores, se não o melhor do FC Porto. E lá voltou o Mariano — que, como sempre, infalivelmente, se encarregou de mostrar que a indulgência de que goza junto do treinador já ultrapassou a fase do mistério, para se transformar numa obsessão masoquista. Durante 45 minutos, Jesualdo optou por fazer o FC Porto jogar com 10, e depois veio queixar-se da primeira parte falhada pela equipa...
MINUTO 7 — Está em curso uma impudica campanha da imprensa e adeptos rivais contra Bruno Alves, acusado de só jogar com os cotovelos. É uma acusação rotineira, que todos os anos toma como alvo um jogador do FC Porto: Deco foi a vítima durante dois anos, depois seguiu-se Ricardo Quaresma e agora é a vez de Bruno Alves. Não por acaso, os alvos escolhidos são sempre grandes jogadores e determinantes no FC Porto. Todavia, ao minuto 7 foi Liedson quem enfiou uma cotovelada descarada na cara de Fucile: Bruno Paixão viu, tanto que assinalou a falta, mas cartão nem vê-lo.
MINUTO 27 — Com um pontapé para trás, Fernando isola Liedson. E, claro, o melhor avançado do campeonato bate tranquilamente e com classe Pedro Emanuel e Helton.
MINUTO 30 — Bruno Alves segura a gola da camisola de Liedson e o levezinho rebola-se de dores, gritando agarrado à cara. Amarelo para Bruno Alves, delírio em Alvalade.
MINUTO 43 — Azar de Fucile: desta vez é Postiga (incansável à procura de sarilhos desde o início) quem lhe prega outra valente cotovelada. Bruno Paixão, a dois passos, voltou a ver e a marcar a falta— e mais nada.
MINUTO 46 — Rochemback comete falta a meio-campo sobre Lucho e desaba no relvado, quase ferido de morte: cartão amarelo a Lucho. Nesta altura, a contabilidade da TVI assinalava: seis faltas cometidas pelo FC Porto e três amarelos; 16 faltas cometidas pelo Sporting e zero amarelos. A partir daí, e julgando os jogadores do Sporting que tudo lhes seria consentido, o árbitro foi forçado a tornar-se quase equitativo no dilúvio de amarelos que iria distribuir até final.
MINUTO 52 — Contrariando as doutas opiniões do relator/comentador da TVI, o Hulk, que ele insistia em que Jesualdo fizesse sair, pegou na bola à saída da sua área e foi por ali fora até fuzilar Rui Patrício: 1-1.
MINUTO 61 — Hulk arranca outra vez, deixando Polga em pânico; na hora do remate fatal, dentro da área, cai, embrulhado com Polga, e pede penalty. As opiniões dividem-se; a minha, mesmo após as repetições, é que tanto pode ter sido como não.
MINUTO 66 — Agora, sim, não fiquei com dúvidas: Hulk persegue uma bola longa, dentro da área do Sporting, juntamente com Caneira; Rui Patrício sai da baliza e enfia um descarado empurrão nas costas a Hulk, derrubando-o e impedindo-o de disputar a jogada: é penalty, em qualquer lado do mundo, mas não em Alvalade. Na sequência, Caneira cai sobre Hulk, levanta-se e encosta-lhe a testa, ficando ambos a fazer votos de eterna amizade. Bruno Paixão vê aí uma excelente oportunidade para mostrar um amarelo a Hulk, que estava a ser o perigo em campo, disfarçando com uma decisão salomónica. Mas esqueceu-se que Caneira já tinha um amarelo e caiu das nuvens quando o auxiliar o avisou que era o segundo. Durante alguns minutos viveu-se um fenómeno extraordinário nos Sporting-FC Porto: o Sporting jogou em inferioridade numérica, por razões disciplinares. Até final, porém, Paixão iria encarregar-se de corrigir a anomalia e repor a normalidade da superioridade numérica do Sporting.
MINUTO 82 — Jesualdo Ferreira comete um erro crasso. Era fácil de prever que, na primeira oportunidade, Bruno Paixão expulsaria alguém do FC Porto e Pedro Emanuel — que, como sempre, já tinha um amarelo — era o candidato óbvio. Deixando-o em campo, Jesualdo expôs-se a isto: Pedro Emanuel não se conteve numa entrada perigosa sobre Moutinho, embora, de facto, não o tenha atingido, mas tenha permitido a simulação da falta ao 10 do Sporting. Seguiram-se breves e dramáticos momentos de superior representação teatral de Moutinho, até confirmar, pelo canto do olho e enquanto se contorcia no chão em gritos lancinantes, que, sim, Pedro Emanuel ia para a rua.
MINUTO 87 — Rui Patrício sobre Hulk mostra como se faz: o incrível levantou do chão como se tivesse sido arrancado por uma ceifeira debulhadora.
MINUTO 88 — Izmailov cruza rente ao chão e Rolando, que tinha escorregado e estava deitado, nem sequer vê a bola que lhe acerta no braço caído, sem fazer qualquer gesto para tal nem o podendo fazer desaparecer. Penalty!, grita Alvalade e a TVI («Matreiramente, ficou lá o bracinho», explicou o dito relator/comentador, e eu recebo a terceira chamada de amigos portistas, revoltados com os seus comentários).
MINUTO 105 — Choque entre Bruno Alves e Abel dentro da área do FC Porto ou, na versão sportinguista, obstrução de Bruno Alves. Penalty!, voltam a gritar. Mas, ainda que fosse obstrução, seria só livre indirecto e penalty é livre directo. Pormenor.
MINUTO 110 — Canto contra o Sporting, bola no ar e Rochemback a afastar com o braço Rolando no momento do salto, de forma ostensiva e nas barbas do árbitro. Falta contra o FC Porto, decide Bruno Paixão. Sábia decisão. E aí vão pelo menos dois penalties a favor do FC Porto que não ocorreram a Bruno Paixão.
MINUTO 111 — Hulk, outra vez, entra na área em velocidade, adianta a Rui Patrício e atira-se para o chão. Segundo amarelo e este, sim, justo. Reposta a normalidade numérica a favor do Sporting e Rui Patrício cheio de sorte.
MINUTO 121 — Na hora de se avançar para o desempate por penalties, o speaker de Alvalade não se cansa de incentivar os leões e grita «Sporting!, Sporting!». E pode, num campo oficialmente neutro? Infelizmente, daí a pouco chegaria a vez de a claque do FC Porto borrar também a pintura, insultando João Moutinho, vá-se lá saber porquê.
MINUTO 130 — Finalmente, o FC Porto ficou a dever em parte uma vitória a Helton. Três grandes defesas durante os 120 minutos e dois penalties defendidos. Neste caso, o castigo foi verdadeiramente redentor, funcionando como um utilíssimo banho de humildade. Parabéns a Helton — até porque, dos seis penalties cobrados pelos portistas, só dois foram bem marcados.E foi assim que um portista viu o jogo. Com revoltada Paixão. Mas, mesmo assim, espera-se um comunicado da direcção do Sporting a queixar-se de pouca Paixão
Thursday, November 13, 2008
A não perder!!

A Gala de Solidariedade Leões de Portugal conta, este ano, com a presença de José Cid. Antecipo um fantástico serão ao som de Um Grande, Grande Amor, bem a propóstio nestes tempos que vivemos de imensa Paixão. E como que o avalia ainda acha que fez um trabalho, temos tudo dito e escrito novamente. A eterna palhaçada continua.
Wednesday, November 12, 2008
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